A única maneira real de lidar com o uso da Inteligência Artificial (IA) na educação não é proibir os alunos de usá-la. É assumir que eles já estão usando e nos adaptarmos a isso.

A mudança já aconteceu

A IA é uma tecnologia de uso geral. Como a eletricidade ou a internet, ela não impacta apenas uma área: transforma toda a sociedade. E isso vale ainda mais para um setor essencial como a educação.

Não se trata de um desafio futuro. Já estamos vivendo essa transição.

O que precisa mudar?

  • A forma de avaliar: se o aluno pode usar IA em casa, não faz sentido aplicar a mesma prova tradicional. Precisamos avaliar habilidades de interpretação, pensamento crítico e aplicação — coisas que vão além do que a IA pode fazer sozinha.
  • O conceito de domínio: dominar um conteúdo hoje não significa memorizar, mas saber usar, questionar e combinar informações com senso crítico.
  • O papel do professor: deixa de ser um transmissor de conteúdo para se tornar um mentor, alguém que provoca reflexão e ensina a fazer as perguntas certas.

E se não mudarmos?

Ignorar esse cenário nos leva a duas crises:

  • Crise cognitiva: quando o aluno não vê mais sentido em aprender, porque tudo parece automatizado ou artificial.
  • Crise de confiança: quando a sociedade deixa de confiar nos diplomas, nas instituições e nos processos de ensino.

O que podemos fazer agora?

Um passo simples: repensar o que é feito em casa e o que é feito em sala.

  • Em casa: tarefas que envolvem pesquisa assistida, uso ético da IA, desenvolvimento de ideias.
  • Na escola: discussões, debates, construção coletiva, avaliação de raciocínio.

Não se trata de abrir mão do rigor acadêmico, mas de aplicar esse rigor em novas formas de demonstrar conhecimento.

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Você já mudou alguma prática pedagógica por causa disso?

Como sua escola está se preparando para esse novo cenário?

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