Um seminário recente, “A IA sonha com pessoas elétricas?”, liderado pela Iniciativa Futuro do Ser Humano em 24 de outubro, abriu caminho para uma discussão fascinante sobre a potencial consciência da Inteligência Artificial (IA). Especialistas debateram como aproximar a IA da experiência humana, e a resposta pode estar em simular os sentidos humanos.

Nos Estados Unidos, mais da metade da população já prevê que as máquinas e a IA desempenharão um papel crucial em ajudar com tarefas diárias, incluindo o cuidado com crianças e idosos. Contudo, profissionais da área enfatizam que ainda há um longo caminho a percorrer.

Andrew Maynard, professor e fundador da Iniciativa Futuro do Ser Humano, considera a ideia de uma IA consciente como especulativa, mas com um potencial vasto. Segundo ele, para que a AI alcance total autonomia, é essencial que ela possa “experimentar o mundo físico” através de visão, audição e tato, algo que só é possível com uma AI incorporada em um corpo físico.

Mark Daley, chefe de IA na Western University, também acredita no desenvolvimento de uma AI consciente, mas destaca o desafio de definir cientificamente a consciência.

Outra preocupação expressa é a possibilidade de uma IA consciente ser manipulada ou ter sua consciência retirada, levantando questões éticas significativas.

Blake Richards, da McGill University, é cético quanto à possibilidade de vermos robôs com corpos móveis e sofisticados como os humanos em nossas vidas devido ao desenvolvimento lento da robótica em comparação com o software de IA.

Apesar dos desafios técnicos e morais, a popularidade e o potencial utilitário da IA incentivam debates contínuos sobre seu amplo potencial.

Fonte: Statepress.com